Crime Ambiental

Polícia Federal Indicia 20 Pessoas por Crime Ambiental em Maceió Após Afundamento de Bairros

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A Polícia Federal indiciou 20 pessoas por crimes ambientais e danos ao patrimônio público devido ao colapso de cinco bairros em Maceió, Alagoas. O desastre, ligado à mineração de sal-gema na região, obrigou milhares de moradores a abandonarem suas casas nos últimos anos.

As investigações apontam que os indiciados, funcionários ou prestadores de serviço da petroquímica Braskem, teriam contribuído para o agravamento da situação ao longo das décadas de exploração mineral. O afundamento do solo foi identificado em 2018 e, desde então, a empresa tem sido alvo de diversas investigações e ações judiciais.

A Braskem, responsável pela extração na área, declarou que sempre colaborou com as autoridades e que suas operações seguiram os regulamentos ambientais e de segurança exigidos pela legislação brasileira. No entanto, especialistas e órgãos ambientais apontam que a atividade da empresa pode ter causado instabilidades geológicas que levaram ao desastre.

Para mitigar os impactos da tragédia, em julho de 2023, a Braskem firmou um acordo de US$ 356 milhões com a prefeitura de Maceió, destinado a obras de infraestrutura e à criação de um fundo para auxiliar os moradores atingidos. Mesmo com essa medida, muitas famílias ainda lutam para obter compensações justas e se reestabelecerem em novas moradias.

O caso segue sendo acompanhado por órgãos ambientais e pelo Ministério Público, que cobram uma responsabilização mais rígida dos envolvidos e medidas preventivas para evitar novas tragédias. O desastre em Maceió é considerado um dos maiores crimes ambientais urbanos do Brasil e levanta questões sobre a segurança na exploração de recursos naturais em áreas habitadas.