Brasília – O Brasil assumiu oficialmente a presidência do BRICS em janeiro de 2025, liderando a aliança composta por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, além dos novos membros Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã. Com o lema "Fortalecendo a Cooperação no Sul Global para uma Governança mais Inclusiva e Sustentável", o governo brasileiro tem como foco temas estratégicos como inteligência artificial e financiamento climático.
Entre as principais prioridades da presidência brasileira estão o fortalecimento do comércio entre os países membros, a regulamentação do uso da inteligência artificial para o desenvolvimento e a ampliação do financiamento para iniciativas de combate às mudanças climáticas. Além disso, o Brasil pretende impulsionar projetos de cooperação na área da saúde e promover a inclusão do Sul Global nas decisões internacionais.
O embaixador Eduardo Saboia, representante do Brasil no grupo, destacou que a presidência brasileira busca consolidar o BRICS como um bloco influente nas relações internacionais. Segundo ele, a aliança tem potencial para ampliar a participação dos países emergentes nas decisões globais, equilibrando a governança mundial.
Ao longo do ano, o Brasil coordenará mais de 100 reuniões entre fevereiro e julho, incluindo debates técnicos e encontros ministeriais. A Cúpula de Líderes do BRICS, prevista para julho no Rio de Janeiro, reunirá chefes de Estado para discutir acordos e estratégias conjuntas.
A presidência brasileira seguirá até dezembro de 2025 e, com a recente ampliação do bloco, há expectativa de que um novo modelo de rotatividade seja discutido. O BRICS busca fortalecer a cooperação econômica, política e social entre seus membros, promovendo um crescimento mais sustentável e uma governança internacional mais equitativa.