Comércio Exterior

Governo brasileiro zera tarifas de importação para alimentos essenciais e busca conter inflação

14/03/2025

Em uma medida para conter a inflação e aliviar o peso do aumento dos preços para os consumidores, o governo federal anunciou a isenção temporária das tarifas de importação para 11 produtos alimentícios essenciais. A decisão foi tomada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) e entrou em vigor imediatamente, abrangendo itens como carne bovina, café, açúcar, milho, azeite de oliva, óleo de girassol e massas alimentícias.

A iniciativa tem como principal objetivo aumentar a oferta desses produtos no mercado interno, incentivando a concorrência e reduzindo a pressão sobre os preços. "Essa é uma ação emergencial para ajudar no controle da inflação e garantir que a população tenha acesso a alimentos essenciais a preços mais acessíveis", declarou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

Entre os produtos que tiveram a alíquota de importação zerada estão carnes desossadas de bovinos congeladas (antes taxadas em 10,8%), café torrado e em grão (9%), açúcar de cana não refinado (14%), milho em grão (7,2%) e azeite de oliva extravirgem (9%). Outros itens beneficiados incluem óleo de girassol, sardinha enlatada, massas alimentícias e biscoitos, que anteriormente eram tributados entre 14% e 32%.

O governo avalia que a medida pode ajudar a equilibrar a alta nos preços, impulsionada por fatores como variações cambiais e desafios climáticos que impactaram a produção nacional. Segundo especialistas do setor, a redução das tarifas pode trazer um alívio imediato ao consumidor, especialmente às famílias de baixa renda, que são as mais afetadas pela inflação dos alimentos.

Além disso, a eliminação das tarifas é uma estratégia para fortalecer o poder de compra da população e garantir maior estabilidade econômica. No entanto, analistas alertam que o impacto da medida dependerá do comportamento do mercado e da capacidade do setor de varejo de repassar as reduções de custos para os preços finais.

O governo também estuda novas formas de estimular a competitividade da indústria nacional e garantir o abastecimento do mercado interno sem comprometer os produtores locais. A decisão de zerar as tarifas permanecerá em análise nos próximos meses, podendo ser reavaliada conforme a evolução do cenário econômico.

Com essa medida, o Brasil reforça sua estratégia de controle da inflação e busca amenizar os impactos da alta dos alimentos sobre o custo de vida, garantindo maior previsibilidade para os consumidores e o setor produtivo.