Brasília, fevereiro de 2025 – A reforma política voltou ao centro das discussões no Congresso Nacional, com parlamentares e especialistas debatendo mudanças no sistema eleitoral e medidas para aumentar a transparência no financiamento de campanhas. Entre as principais propostas está a adoção do voto distrital misto, que pretende equilibrar a representação política e reduzir os custos das eleições.
A proposta tem gerado divergências entre os partidos. Defensores do modelo distrital misto argumentam que ele pode aproximar os eleitores dos seus representantes, tornando o sistema mais eficiente e acessível. Já críticos temem que a mudança possa enfraquecer partidos menores e reduzir a diversidade no parlamento. "Precisamos garantir um modelo que fortaleça a democracia sem comprometer a pluralidade de ideias", afirmou a senadora Marina Rocha (PSB).
Outro ponto de destaque na reforma é o financiamento de campanhas. Após diversas denúncias de abuso de recursos públicos e caixa dois em eleições passadas, há uma pressão crescente para que novas regras sejam implementadas, aumentando a fiscalização sobre doações e gastos eleitorais. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já sinalizou apoio a medidas que ampliem a transparência, incluindo o uso obrigatório de tecnologia blockchain para monitoramento dos fundos de campanha.
Além das questões eleitorais, a reforma também aborda a ampliação da participação popular na política. Está em discussão a criação de mecanismos que facilitem a apresentação de projetos de lei por iniciativa popular e a digitalização de consultas públicas para ampliar o envolvimento dos cidadãos nas decisões do Congresso.
Com o ano eleitoral se aproximando, o debate sobre a reforma política deve ganhar ainda mais relevância. A expectativa é que as mudanças possam ser votadas ainda no primeiro semestre, mas os desafios para um consenso entre os partidos continuam sendo um grande obstáculo.