Em 2025, o Brasil assumiu a presidência rotativa do BRICS, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Como parte de suas responsabilidades, o país será anfitrião da 17ª cúpula do BRICS, marcada para os dias 6 e 7 de julho, na cidade do Rio de Janeiro. O evento reunirá os líderes das maiores economias emergentes para debater temas estratégicos da agenda global.
A organização da cúpula está sendo coordenada pelo Comitê Rio BRICS, estabelecido pela prefeitura do Rio de Janeiro. O comitê é responsável por estruturar o "Calendário BRICS Rio", que incluirá uma série de eventos e iniciativas ligadas ao bloco. Além disso, fóruns e comissões nacionais e internacionais serão organizados para discutir temas fundamentais para o desenvolvimento dos países-membros.
Entre as prioridades do Brasil na presidência do BRICS estão a reforma das instituições de governança global, o combate à fome e à pobreza, a redução das desigualdades, o desenvolvimento sustentável e o avanço da inteligência artificial. Inicialmente, cogitou-se a criação de um sistema de pagamentos em moedas locais, mas, em fevereiro, o embaixador e secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Brasil, Maurício Lyrio, confirmou que essa proposta não será discutida neste momento.
A cúpula acontece em meio a um cenário de tensões geopolíticas, especialmente com os Estados Unidos. Em janeiro, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que países do BRICS que buscarem uma moeda alternativa ao dólar podem enfrentar tarifas de 100% ou mais. A declaração ressalta a relevância dos debates econômicos que ocorrerão no encontro no Rio.
Outro ponto de atenção é a possível ausência do presidente russo, Vladimir Putin. Desde que o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu um mandado de prisão contra ele por crimes de guerra na Ucrânia, Putin evita visitar países que são signatários do Estatuto de Roma, como o Brasil. Dessa forma, sua participação na cúpula ainda é incerta.
A 17ª Cúpula do BRICS no Rio de Janeiro representa uma oportunidade crucial para o Brasil liderar discussões sobre o futuro das economias emergentes, reforçar a cooperação entre os países-membros e enfrentar desafios globais conjuntos.