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Israel corta fornecimento de eletricidade a Gaza em meio a negociações com o Hamas

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Jerusalém, 10 de março de 2025 – O governo israelense anunciou nesta segunda-feira (10) a suspensão completa do fornecimento de eletricidade à Faixa de Gaza, intensificando a pressão sobre o Hamas durante as negociações para um possível cessar-fogo. A medida tem como objetivo forçar o grupo palestino a avançar na libertação de reféns mantidos desde o início do conflito.

A decisão de Israel impacta gravemente a infraestrutura de Gaza, afetando serviços essenciais, como hospitais, distribuição de água e saneamento básico. Organizações humanitárias alertam que a interrupção do fornecimento pode agravar ainda mais a crise humanitária no território, que já enfrenta escassez de alimentos e medicamentos devido às restrições impostas nas últimas semanas.

Além da eletricidade, Israel também suspendeu a entrada de ajuda humanitária e alimentos na região, resultando no aumento dos preços e na escassez de produtos básicos. De acordo com a Agência das Nações Unidas para Refugiados Palestinos (UNRWA), milhares de pessoas correm risco iminente de fome caso os bloqueios persistam.

Enquanto isso, diplomatas internacionais tentam intermediar um acordo entre as partes. Representantes dos Estados Unidos e do Catar pressionam o Hamas a aceitar os termos israelenses para um cessar-fogo, o que incluiria a retirada gradual do grupo da Faixa de Gaza. No entanto, líderes do Hamas rejeitam a proposta, alegando que Israel continua promovendo ataques e desalojamentos forçados na Cisjordânia.

Na região ocupada da Cisjordânia, a escalada da violência também preocupa. Relatórios indicam um aumento no número de mortos, especialmente entre crianças, em meio a operações militares israelenses. Desde o início do conflito, em outubro de 2023, os ataques israelenses na área já ultrapassaram os números de vítimas registradas na Segunda Intifada.

Diante do agravamento da crise, a comunidade internacional segue pedindo uma solução diplomática urgente para evitar mais perdas de vidas e o colapso humanitário na região.